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19/06/2019 | Camila Almeida

Garimpo 02 – Cultura maker

A cultura maker tem como principal premissa a valorização do fazer como uma característica humana. Tem como foco a habilidade das pessoas de criar e estimular que elas consigam, a partir das suas próprias habilidades, consertar as “coisas”, praticando o hábito de resolverem elas mesmas alguns dos desafios rotineiros da sua vida.

O movimento maker está totalmente relacionado a um estilo de vida e trabalho conhecido como “Faça você mesmo” (Do it Yourself), porém sempre baseado em espaços colaborativos. Foi esse movimento que difundiu os espaços e oficinas maker, conhecidos por reunir pessoas e organizações em torno da filosofia do não desperdício, do consumo consciente, da sustentabilidade, do resgate do trabalho manual, de entender como as coisas que nos rodeiam no dia-a-dia funcionam e de uma contracultura à obsolescência programada.

É por isso tudo que cultura maker se mistura com cultura hacker. A palavra hacker atualmente está sendo muito relacionada ao mundo digital, da espionagem cibernética e da quebra de sigilo de dados, mas é importante não confundir hacking com cracking. Se por um lado o conceito de cracking se caracteriza pela quebra da segurança de sistemas e destruição de dados, por outro, o de hacking tem como essência entender como os sistemas (não só digitais) funcionam, podendo assim criar soluções para torná-los mais abertos, mais eficientes e mais adequados para as pessoas que são impactadas por ele. Portanto o movimento hacker está presente em muitas esferas, além da digital, e compartilha das mesmas filosofias do movimento maker enquanto promove a democratização do acesso à informação.

Separamos alguns conteúdos para quem quer aprofundar os aprendizados sobre esse tema:

– O vídeo do Marcelo Tas, Cultura Maker: Que Bicho É Esse?, que conta a história desse conceito;

E o artigo “Bem-vindo ao Movimento Maker”, do Samuel Biron Rodrigues, do canal Futuro Exponencial;

Nesta matéria, a jornalista Brunella Nunes, conta como “No Café Reparo você conserta coisas quebradas ao invés de jogar fora”;

E na revista Galileu, o Thiago Tanji fala sobre como “Projetos utilizam a cultura maker para promover transformação social”;

O Eduardo Lopes, um dos precursores do movimento maker no Brasil, fala neste TED sobre “O movimento Maker e o futuro do consumo”;

E o Andre Carvalhar, autor do livro “Moda com Propósito”, dá umas dicas valiosas sobre moda consciente;

No artigo “Contra Cultura, Hackers e o Movimento Maker”, o Andre Sobral explica a relação entre os movimentos maker e hacker de uma perspectiva histórica, política e filosófica;

E a série Hack The City, da National Geographic, conta a trajetória de personalidades desafiadas a encontrar soluções para problemas na cidade de São Paulo.

É dentro desse contexto da cultura maker e hacker que surgem iniciativas na educação que se nutrem desses movimentos para propor novas abordagens de aprendizado. Muito mais do que simplesmente trazer ferramentas tecnológicas para dentro da sala de aula, a incorporação dessas culturas por parte da educação gera uma quebra de paradigmas que possibilita hackear os sistemas de aprendizagem para que sejam criadas novas soluções:

De acordo com o artigo da Priscila Gonsales, “Precisamos hackear a educação, a política e até a crise!”;

E o garoto Logan LaPlante, aos 13 anos já discutia como hackear sua própria educação no TED. ”Hackear a Educação Me Faz Feliz.

E aí, curtiu esse post? Se quiser contribuir, lembre-se, este é um espaço colaborativo e nós te convidamos a compartilhar nos comentários aquilo que você garimpou de interessante.

Nos vemos no próximo Garimpo 😉

 

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