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03/07/2019 | Camila Almeida

GARIMPO 03 – Autocompaixão

Os conceitos de autocompaixão e compaixão, mesmo que tenham tudo a ver um com o outro, precisam ser diferenciados. Enquanto o último se refere a compaixão com os demais, o primeiro fala mais sobre a sua relação com você mesmo.

É importante entender também que autocompaixão não é a mesma coisa que autoestima, não é sentir-se melhor em comparação aos outros. E definitivamente não é vitimização, que foca na culpa e na mágoa sobre os nossos erros. Também não é auto-indulgência, que desrespeita seus limites ao invés de respeitar o que traria mais bem-estar para você, e não pode ser confundida com egoísmo, que nos faz agir em razão do ego e não de acordo com o que faz mais sentido para você.

O que define melhor a autocompaixão é a importância de se praticar a auto empatia, o autocuidado e a aceitação das nossas próprias falhas. Entender nossas reais necessidade e sentimentos relacionados a cada situação para respeitar e cuidar deles, sendo gentis com nós mesmos, aceitando que somos todos imperfeitos e que “tá tudo bem”. 

A autocompaixão nos convida a nos conhecermos com profundidade e exercitar a atenção plena naquilo que estamos vivenciando para conseguir identificar nossas necessidades e emoções de forma integral. Nos incentiva a não deixarmos nossas vozes internas nos maltratarem. A trocarmos o excesso de autocrítica e aquela cobrança de nunca se sentir “bom o bastante”, normalizadas por uma cultura da escassez e punitivista que se criou na sociedade, por uma cultura que abrace e celebre nossas próprias “imperfeições”, com auto-responsabilidade.

Se você se interessa por aprofundar as reflexões e aprender mais sobre este tema, separamos alguns conteúdos pra você:

– Esta entrevista ao psicólogo Christopher Germer, em que ele afirma que “Não seremos capazes de sobreviver sem expandir a compaixão”;

Este video da Carol Bertolino em que ela fala sobre “O que não é autocompaixão?”;

Seguido deste outro vídeo dela, “Autocompaixão é a amiga para todas as horas”;

A tradução do artigo “Por que devemos parar de perseguir a autoestima e começar a desenvolver autocompaixão”, da Kristin Neff, especialista em desenvolvimento humano;

E neste artigo da Bruna Prospero, ela também olha para os estudos da Kristin Neff, para fazer o convite “Mais compaixão, por favor”;

O psicólogo social Thomas Curran, neste TED, fala sobre a pressão para ser perfeito em contraste a uma cultura que celebre a imperfeição;

E no e-book “Autocompaixão: A Essência da Felicidade”, a autora Gabrielle Picholari oferece uma leitura muito completa sobre os vários aspectos desse tema.

E mais do que fazer as reflexões, a autocompaixão precisa ser exercitada, mesmo com todos os desafios que a rotina da sociedade em que vivemos impõe. A incorporação de algumas práticas no nosso dia a dia podem nos ajudar a melhorar muito tanto a nossa relação com nós mesmos quanto com as pessoas à nossa volta.

Neste video o Psicólogo e Prof. Valentín Méndez, ensina como a autocompaixão pode transformar a sua vida;

O Ubiratan Junior compartilha no seu post “Os 3 pilares da autocompaixão” e sugere um exercício prático;

E a Bruna Prospero (ela de novo (-:), sugere um “Manual Colaborativo da Autocompaixão” com métodos e estratégias para praticar;

E aí, curtiu esse post? Se quiser contribuir, esse é um espaço colaborativo e nós te convidamos a compartilhar nos comentários aquilo que você garimpou de interessante.

Nos vemos no próximo Garimpo 😉

 

Escrito por Camilla Casas e David Frenkel 

Comentários

2 respostas para “GARIMPO 03 – Autocompaixão”

  1. Aziz disse:

    Que garimpo time!

  2. Veridiana disse:

    Esse garimpo veio numa ótima hora! Muito obrigada!!

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