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17/07/2019 | Camila Almeida

GARIMPO 04 – Neuroplasticidade

Para explorar o tema desse Garimpo é importante começar entendendo o conceito de neuroplasticidade dentro da Neurociência. O prefixo neuro, do grego neuron, literalmente significa nervo. Essa ciência é o estudo do sistema nervoso central, das estruturas e funções cerebrais. A palavra plasticidade, é a capacidade que um corpo ou material tem de mudar de forma. E uma das descobertas mais revolucionárias da Neurociência, sobre a anatomia básica do cérebro, é que ele é um órgão plástico, vivo, que se modifica, quebrando a noção de que na vida adulta ele não pode se transformar, daí o conceito da neuroplasticidade, ou plasticidade neuronal.

Os avanços nessa ciência também abriram caminho para estudos cada vez mais interdisciplinares junto às áreas da saúde, psicologia, economia, engenharia, tecnologia, educação e muitas outras. Dentro da educação, o tema da neuroplasticidade teve grande relevância nas pesquisas focadas em entender como nosso cérebro se comporta ao aprender ao longo da vida. A nossa capacidade de aprender e de continuar aprendendo sempre, vem da capacidade que o nosso cérebro tem de, a partir de uma experiência vivida, compreender os desafios relacionados e fazer novas ligações, sinapses, e consequentemente aprender algo novo. 

Quando sabemos como funciona e o que estimula nosso cérebro fica muito mais fácil de potencializar o aprendizado. Por isso a neuroplasticidade está tão presente no diálogo entre Neurociência, Psicologia e Pedagogia, principalmente quando afirma que um dos pontos essenciais para aprender é a motivação por trás do objetivo de estudo. A emoção ajuda a reter informações, a formar memórias e lembranças das experiências vividas e é por isso que a afetividade que temos com um tema pode retardar ou acelerar um processo de aprendizado. No geral as pessoas são incentivadas a aprender deixando as emoções de lado, quando na verdade, é compreendendo e unindo o lado racional e emocional do nosso cérebro que o processo de aprender se torna mais natural, profundo e transformador.

Separamos alguns conteúdos para quem quer aprofundar os aprendizados sobre esse tema:

O livro “Neurociência para Leigos”, escrito por Frank Amthor, explica de forma simples e didática este assunto tão complexo;

Este artigo, “Neurociência, uma forma de entender o comportamento da mente”, publicado pela revista digital A Mente é Maravilhosa, que dá uma boa contextualizada geral sobre o tema;

O trecho desta entrevista ao médico e neurocientista António Damásio, em que ele explica como o avanço da neurociência nas últimas décadas foi definitivo para sua ampliação enquanto campo de pesquisa;

Esta entrevista, no programa Roda Viva, à Suzana Herculano-Houzel com uma discussão bem abrangente sobre Neurociência;

E no livro “O cérebro que se transforma: Como a neurociência pode curar as pessoas”, o autor Norman Doidge compartilha uma investigação da neuroplasticidade e apresenta tanto os cientistas que estão dominando essa área quanto pessoas cujas vidas foram melhoradas por esses estudos;

Nesse vídeo, a Adriana Foz, fala sobre “A plasticidade cerebral” de um ponto de vista mais pedagógico;

O Willian Melo, fala sobre a relação da neuroplasticidade com o processo de aprendizado no artigo “Neuroplasticidade: você pode aprender qualquer coisa”;

No documentário “A Neurociência do Aprendizado”, a Suzana Herculano-Houzel traz toda sua expertise sobre o que é o aprendizado para o nosso cérebro;

No artigo “Neurociência: como ela ajuda a entender a aprendizagem”, a autora Fernanda Salla, também fala das conclusões da neurociência sobre como o cérebro aprende, porém relacionando o tema com grandes teóricos da Psicologia e Psicopedagogia;

O neurocientista Fernando Louzada, em entrevista para a Revista Educação, fala sobre como a “Educação deve romper tendência de separar fenômenos biológicos dos culturais”;

Guilherme Brockington, lembra nesse vídeo que “Aprender é se emocionar”;

O TEDx da Adriana Fóz, é uma emocionante história de aprendizado que a fez descobrir o conceito de “Plasticidade Emocional”;

Claudia Feitosa-Santana, no vídeo sobre “Educação e equilíbrio emocional segundo a neurociência”, fala sobre como cada um é responsável pela construção de si mesmo;

E o Miguel Nicolelis, neurocientista brasileiro, explica como o funcionamento do cérebro se dá por meio da construção de cenários;

Contrastando com essas noções do poder de “controle” do nosso cérebro, vale a provocação do canal Nerdologia, onde o biólogo Atila Iamarino, apresenta o controverso experimento do Neurocientista Benjamin Libet no vídeo “Temos livre-arbítrio? Quem toma nossas decisões?”;

E pra mergulhar numa conversa sobre cérebro, mente e consciência com o pesquisador Pedro Calabrez, este podcast do programa “Quem somos nós”.

Aprendermos sobre o nosso cérebro é profundamente importante para nos entendermos e tomarmos consciência de nós mesmos. Podemos perceber a neurociência e a nossa plasticidade neuronal no nosso dia a dia, ouvindo música, tomando um café, na forma como socializamos, entendendo que estamos aprendendo em todos os momentos, com todos os estímulos externos e internos que recebemos. E também é importante para ficarmos atentos a qualidade do nosso sono, alimentação, atividade física e outras atividades que ajudam a cuidar do nosso cérebro.

Esta reportagem mostra que a “Neurociência tem novas estratégias para manter o cérebro em boa forma”;

E no livro “Fique de bem com seu cérebro: Guia prático para o bem-estar em 15 passos” a autora apresenta exercícios práticos;

Claudia Feitosa-Santana responde nesta entrevista a pergunta “Meditação faz bem? O que diz a Neurociência”;

A pesquisadora Patrícia Vanzella fala ao jornal Nexo sobre o papel terapêutico da música no nosso cérebro;

E neste divertido podcast a neurocientista Fabiana Carvalho compartilha suas descobertas sobre como o cérebro interpreta os sabores do café.

E aí, curtiu esse post? Se quiser contribuir, esse é um espaço colaborativo e nós te convidamos a compartilhar nos comentários aquilo que você garimpou de interessante.

Nos vemos no próximo Garimpo 😉

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