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29/08/2019 | Camila Almeida

GARIMPO 07 – Comunicação

A palavra comunicação nos dias de hoje pode remeter a diferentes universos, como o da publicidade, jornalismo, redes sociais e outros, mas é preciso lembrar a essência dessa palavra na vida humana, por isso resolvemos abordar esse tema no Garimpo de hoje. Comunicação tem origem do termo latim “communicare” e significa compartilhar, tornar algo comum. Comunicar é trocar com as pessoas por meio de símbolos, como a fala, a escrita ou gestos.

Esses símbolos, que utilizamos para comunicar, são as linguagens verbais e não verbais. Elas foram desenvolvidas organicamente por nossos antepassados pela necessidade de se comunicar e, posteriormente, foram aprimoradas para que, além da comunicação cotidiana, também fosse possível passar o conhecimento para as próximas gerações. 

A comunicação foi muito importante para nossa evolução como indivíduos e também como sociedade. Entretanto há uma grande diferença entre repassar informação e expressar o que de fato queremos comunicar, compartilhando nossos reais sentimentos e necessidades. Esse é um problema estrutural da nossa sociedade, porque geralmente não aprendemos durante as nossas vidas o que deve ser levado em consideração para conseguirmos nos comunicar com autenticidade. Vivemos na era da hipercomunicação, temos muita troca de informação por diferentes meios, ainda assim não conseguimos nos comunicar bem, nem com nós mesmos, nem com nosso círculo familiar, amigos, colegas de trabalho, nem com o todo da sociedade à qual pertencemos, nosso bairro, nossa cidade, nosso país.

É para compreender e encontrar possíveis caminhos para lidar com os desafios da comunicação nas relações humanas, que estudos e metodologias vêm sendo desenvolvidas, há décadas, no campo da comunicação compassiva, consciente, empática e não-violenta. São olhares e abordagens à forma como nos comunicamos que não se propõe a apresentar uma técnica ou um método, muito pelo contrário, nos convidam a uma tomada de consciência sobre como fomos treinados a nos comunicar de forma egóica, julgadora, indiferente e impositiva, seja no papel de quem fala ou de quem escuta. E que nos convidam, portanto, a praticar uma fala e uma escuta mais amorosa, empática, compreensiva, apreciativa e humilde, de forma a construir diálogos que gerem conexões.

Por isso, separamos alguns conteúdos para quem quer aprofundar os aprendizados sobre esse tema:

O artigo da Nathália de Moraes, sobre “A comunicação na nossa sociedade: a importância desse fenômeno”;

– E o artigo de Samej Spenser, sobre “A comunicação e sua Importância”;

O TEDx da Amy Cuddy, em que ela fala porque “Sua linguagem corporal molda quem você é”;

Esta explicação mais técnica sobre a “Linguagem e os Processos de Comunicação”, no portal Cola da Web;

– E esta animação do canal Saber Coletivo, que apresenta a “Comunicação não-violenta: o que é, benefícios e como praticar”;

Frederico Mattos, no blog papo de homem, explica mais sobre a “Comunicação não violenta: o que é e como praticar”;

E Marisa Bussacos, trás neste artigo “8 atitudes para uma comunicação mais empática”;

O livro de Jean Morrison, que aborda “A linguagem da Girafa”;

O post Comunicação Não-Violenta e a metáfora da girafa e do chacal”, de Flávia Vieira;

– Este artigo, na Revista Mandala, em que Edmar Ribeiro compartilha “Uma linguagem do coração”;

– E o TED de Julian Treasure, sobre “Como falar de forma que as pessoas queiram ouvir”;

O artigo de Roxy Manning “CNV: mudando a consciência, os relacionamentos e os sistemas”, no portal da Carolina Nalon;

Este episódio do podcast do canal Mamilos, “Comunicação Não-Violenta: Derrubando Muros”;

O artigo do Tales Gubes, em que ele conta as “17 coisas que aprendi com a Comunicação Não-Violenta no curso do Dominic Barter”;

– E esta entrevista a Domic Barter, o Pesquisador de atritos”, por Carla Furtado, no canal Átomo.

Não existe fórmula mágica ou receita infalível para se comunicar de maneira a transmitir o que realmente queremos dizer, sem oprimir nossos sentimentos e necessidades, e sem causar os mal-entendidos tão comuns nas relações pessoais. Somente a prática pode nos ajudar a desenvolver nossa comunicação em todos seus aspectos, exercitando uma fala e uma escuta empática e compassiva consigo mesmo e com os demais.

– Neste livro o psicólogo Marshall Rosenberg apresenta “Comunicação não-violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais”;

E também compartilha suas práticas no livro “Vivendo a comunicação não violenta por Marshall Rosenberg”;

– Neste livro, de Thomas d’Ansembourg, o autor mostra “Como se relacionar bem usando a Comunicação Não Violenta”;

– Os autores Christian Dunker e Cláudio Thebas, abordam no seu livro “O palhaço e o psicanalista: Como escutar os outros pode transformar vidas”;

E finalmente, o “Jogo Grok – Comunicação não-violenta e empatia”, criado por Jean Morrison e Christine King, e trazido para o Brasil por Sérgio e Laura da Colibri.

E aí, curtiu esse post? Se quiser contribuir, esse é um espaço colaborativo e nós te convidamos a compartilhar nos comentários aquilo que você garimpou de interessante.

Nos vemos no próximo Garimpo 😉

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