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24/04/2019 | Camila Almeida

O impacto da aprendizagem que vai muito além dos diplomas

A educação sempre teve um importante papel em nossa história, mas a evolução do modo de como se faz, realmente mudou pouca coisa. Na verdade eu diria que pra mudar a educação de toda uma geração é preciso investir em novas formas de aprendizagem que realmente causem impacto na vida das pessoas. Pensando mais recentemente, na transição do ruralismo para a indústria, a escola tinha o papel de formar as pessoas sob uma mesma ótica, com as habilidades, conhecimentos e comportamentos iguais. Logo, quem não se enquadrava nesse modelo ficava às margens do sistema instaurado, possivelmente tendo mais dificuldades em ter sucesso, nos critérios adotados por aquele sistema.

Após a segunda guerra, uma “revolução” aconteceu e o foco passou a ser especialização, teoricamente o aluno poderia pela primeira vez, dentro do sistema tradicional educacional, escolher em que gostaria de se especializar. Mas novamente o modelo era inteiramente criado sob a ótica do curso e não do aluno. Assim foi evoluindo para a pós graduação, MBA, Mestrados e Doutorados. Até mesmo as atividades mais personalizadas, eram vistas pela ótica da instituição / conteúdo.

Eu considero que um dos grandes problemas hoje da educação é o modelo pensado primeiramente em escala, só depois, algumas instituições pensam em como realmente prover algo bom sob a ótica do aluno. O objetivo da grande maioria das instituições é ter o máximo possível de alunos em turma e assim maximizar os lucros e, caso consiga atender bem os alunos, ótimo.

Aqui temos um grande problema, pois se o aluno não se enquadra nesse modelo tradicional de ensino ele acaba repetindo de ano, o que faz com que muitos deles abandonem os estudos. Um estudo recente feito pelo Insper e liderado pelo economista Ricardo Paes de Barros, aponta que por ano quase três milhões de jovens abandonam a escola. Em qualquer outro país do mundo isso seria uma catástrofe, mas aqui no Brasil não vemos muito movimento que, de fato, mude esse cenário. É por isso que precisamos mudar a forma de aprendizado e oferecer uma educação sob medida para cada pessoa.

Temos visto nos últimos anos muitas críticas ao modelo tradicional de ensino, algumas alternativas novas, mas que mudam apenas o “o quê” é ensinado e não o “como” se faz educação. Existe hoje uma infinidade de alternativas para cursos “sexys” como: Futurismo, autoconhecimento, liderança, coaching, entre outros. São cursos que prometem ser o futuro da educação, mas que trazem exatamente o mesmo molde “one size fits all”.

Para piorar um pouco o cenário, agora a “nova educação” tem por exigência ser “exponencial”, se não for, sob o olhar desse novo sistema, você não tem o “sonho grande” ou nunca vai ficar milionário. Ou seja, pense primeiro em escala e depois ajude as pessoas a quem você deseja atender com sua empresa.

A SKEP acredita no senso crítico, na capacidade de desafiar o status das crenças temporárias da sociedade. Nosso modelo é fundamentado num princípio único: “ter o nosso cliente no centro, ele é o protagonista”. Sem esse princípio, não há mudança, não há empresa e não há propósito.

Acredito que é preciso conversar com a família, amigos, chefes e funcionários para prover a melhor experiência educacional da vida dessas pessoas, assim criamos uma jornada única e exclusiva para atender as necessidades daquele perfil. Fazemos tudo isso sem ser um curso ou uma escola, somos uma curadoria do que já existe, porque o desafio da educação de hoje é saber o que realmente importa pra nós. Afinal, conteúdo e modelos educacionais existem aos montes, mas como saber realmente o que é o mais indicado pra mim nesse meu momento de vida, com o investimento e tempo que consigo dedicar? E mais do que isso, como me desafio a colocar tudo isso em prática e realmente saber que meu tempo e dinheiro valeram a pena?

É lógico que a escala é algo pensado como maneira de transformar a vida de muitas pessoas, mas é uma escala escolhida, não arbitrada pelo mindset de se criar uma empresa hoje. Sabemos exatamente onde queremos chegar e pode ser que pessoas olhem nossos planos e digam: pode ser mais, pode ser menos. Pra nós não importa, o que importa é saber o que importa pra gente, somos curadores de nossas vidas e de nosso caminho.

Escrito por Bruno Gagliardi

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